5 filmes imperdíveis que estreiam em julho na Netflix

Zanzando pela Netflix, fui conferir a lista de próximas estreias e, surpresa, está bem decente o catálogo de novidades de filmes. Além da nova série brasileira que se passa no pantanal mato-grossense, O Escolhido, é essencial ver:

  1. Réquiem Para um Sonho (Darren Aronofski, 2000)

Sara Goldfarb (Ellen Burstyn, em uma das melhores interpretações da história do cinema) é uma viúva aposentada, vivendo em um pequeno apartamento. Ela passa a maior parte do tempo assistindo TV, especialmente um programa de auto-ajuda, do qual ela quer fazer parte. Seu filho, Harry (Jared Leto) é um viciado, mas junto com seu amigo Tyrone (Marlon Wayans) quer se tornar um grande traficante de drogas. A namorada de Harry, Marion (Jennifer Connelly), quer ser estilista ou artista, mas é arrastada pelo mundo das drogas por Harry. Enquanto isso, Sara desenvolveu um vício próprio: quer desesperadamente perder peso e, assim, consome pílulas de emagrecimento intensivamente, que a viciam e debilitam seu estado mental. Filme brutal, realista e aterrador.

2. Blade Runner – O Caçador de Andróides (Ridley Scott, 1982)

Elenco marcante – com destaque para Rutger Hauer como o andróide Roy (desculpa, Harisson Ford) – fotografia, a trilha sonora do Vangelis, o ambiente futurístico dos anos 1980, a decadência urbana, a chuva e os enigmas convergem para tornar o segundo melhor filme de Ridley Scott (depois de Alien, O Oitavo Passageiro) uma das maiores ficções cientificas de todos os tempos. Daquele tipo de filme que você só pode se considerar cinéfilo depois de assisti-lo.

3. Um Grande Garoto (Chris e Paul Weitz, 2002)

Will Freeman (Hugh Grant na época que só interpretava Hugh Grant) é um londrino moderno que um dia percebe que seus amigos estão todos envolvidos com as responsabilidades da vida de casado e ele está sozinho no mundo. A situação é interrompida quando ele conhece Marcus (Nicholas Hoult, de Mad Max: Estrada da Fúria e o Besta de X-Men), de 12 anos de idade, em muitos aspectos, seu completo oposto. Baseado no livro de Nick Hornby, é uma comédia leve e divertida.

4. Capitão Fantástico (Matt Ross, 2016)

Viggo Mortensen como o Capitão Fantástico tem uma das melhores atuações dos últimos anos.  Viúvo e pai de seis filhos que variam de adolescentes quase em fase adulta a crianças pequeníssimas, ele vive isolado na floresta para proteger a prole do tóxico mundo moderno e capitalista. Mas até quando será possível manter a situação, já que a vida entra em tudo? Excelente filme, com viés bem político, para se questionar sobre isolamento social, família, tecnologia, alienação parental e tantos outros temas.

5. Elizabeth: A Era de Ouro (Shekhar Kapur, 2007)

Cate Blanchett se tornou a primeira atriz a ser indicada ao Oscar pelo mesmo papel duas vezes, o da Rainha Elizabeth I. Mostra uma monarca amadurecida tendo que enfrentar várias crises no final de seu reinado, incluindo intrigas judiciais, uma trama de assassinato, a Armada Espanhola e decepções românticas. A maioria dos filmes sobre realeza britânica tem cheiro de mofo e algum romantismo exagerado (A Favorita é uma bela exceção), mas são interessantes para se assistir sob o ponto de vista histórico.

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Categorias:Cinema, Críticas

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