13 filmes para entender a ‘síndrome do salvador branco’

Com certeza você já assistiu a um filme com a “síndrome do salvador branco”. Este é um clichê cinematográfico no qual um personagem branco resgata personagens não-brancos de circunstâncias infelizes. Muito comum em vários gêneros de filmes no cinema americano, em que um protagonista branco é retratado como uma figura messiânica que frequentemente aprende algo sobre si mesmo ao resgatar personagens não brancos de sua miserável condição. Não raro vem associado com o “complexo do negro mágico”, com um personagem negro quase celestial de tanta pureza (ex: Conduzindo Miss Daisy).

É uma muleta narrativa muito fácil de criticar por distorcer a sociologia das relações raciais e étnicas, apresentando ética e moralidade como características inatas dos brancos, não encontrados em pessoas não-brancas. O salvador branco é muitas vezes retratado como um homem ou mulher que está fora de lugar dentro de sua própria sociedade, até que ele assume o papel da liderança racial para resgatar as minorias não brancas e estrangeiros de seu sofrimento. Apesar das boas intenções, essas histórias têm sido descritas como fantasias mirabolantes de compensação psicológica devido a certo sentimento de culpa do privilegiados brancos na sociedade ocidental. Abaixo uma lista com 13 exemplos para entender melhor:

  1. Avatar (James Cameron, 2009)
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No filme de ficção científica, um ex-fuzileiro naval branco (Sam Worthington) vai para outro planeta e se torna parte de uma tribo humanóide alienígena, levando-os à vitória contra o exército de seu povo.

2. Um Sonho Possível (John Lee Hancock, 2009)

Uma mulher branca e fã de futebol americano (Sandra Bullock) leva um adolescente negro (Quinton Aaron) para sua casa. Ele previamente já jogava futebol de forma exímia, mas mesmo assim precisa ser ensinado pela mulher como jogar.

3. Diamante de Sangue ( Edward Zwick, 2006)

Um mercenário racista branco da Rodésia (Leonardo DiCaprio) resgata um negro de Serra Leoa (Djimon Hounsou) e seu filho de vilões negros.

4. Um Grito de Liberdade (Richard Attenborough, 1987)

O filme apresenta o jornalista branco Donald Woods (Kevin Kline) que se envolve com o movimento anti-apartheid na África do Sul e seu líder negro Steven Biko (Denzel Washington). Woods deixa o país para relatar o sistema do apartheid ao mundo.

5. Dança com Lobos (Kevin Costner, 1990)

Na década de 1860, um soldado branco da União (Kevin Costner) torna-se parte dos Sioux, uma tribo nativa americana. Ele lidera os Sioux contra seus rivais, os Pawnee, e depois os ajuda a escapar do exército que ele serviu uma vez.

6. Mentes Perigosas (John Smith, 1995)

Uma professora branca (Michelle Pfeiffer) ensina adolescentes afro-americanos e hispânicos em uma escola secundária.

7. Escritores da Liberdade (Richard LaGravenese, 2007)

Em meados da década de 1990, em Long Beach, Califórnia, uma professora branca (Hilary Swank) esforça-se para educar alunos do ensino médio não brancos, apesar de suas condições de vizinhança.

8. Tempo de Glória (Edward Zwick, 1989)

Durante a Guerra Civil Americana, um regimento de soldados afro-americanos luta pela União, liderada pelo coronel branco Robert Gould Shaw (Matthew Broderick). Através de Shaw, eles são capazes de lutar contra a escravidão.

9. Half Nelson (Ryan Fleck, 2006)

Um professor branco com um vício em drogas (Ryan Gosling) ensina em uma escola do centro da cidade, e fazendo amizade com um estudante negro aprende a superar seu vício.

10. Histórias Cruzadas (Tate Taylor, 2011)

Em 1963, em Jackson, Mississippi, uma jovem branca (Emma Stone) luta por uma carreira no jornalismo e encoraja empregadas negras a compartilhar suas experiências pessoais, apesar do racismo predominante na época.

11. O Último Samurai (Edward Zwick, 2003)

Na década de 1870, um branco ex-oficial do Exército da União (Tom Cruise) viaja para o Japão e se junta a um grupo de samurais, ajudando-os a resistir a conselheiros corruptos do imperador japonês.

12. Meu Nome é Rádio (Mike Tollin, 2003)

Um treinador de futebol americano de colegial (Ed Harris) ajuda um fã de futebol americano mentalmente incapacitado (Cuba Gooding Jr.) a se envolver mais com a equipe.

13. O Sol é Para Todos (Robert Mulligan, 1962)

Um advogado branco ( Gregory Peck) defende um negro falsamente acusado de estupro; ele perde o caso, mas é aplaudido por seu nobre esforço.

A maioria dos filmes são vencedores do Oscar.

Fontes:

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Categorias:Cinema, Listas

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