Os melhores filmes da década e onde assisti-los: ano de 2017

A década de 2010 está chegando ao fim, ou seja, chega a hora de a gente revisitar nossa história e avaliar o que houve de bom ou de ruim. Portanto, vou criar um pódio aqui no site com os três melhores filmes de cada ano, para em dezembro fazer um Top 100 da década. Dito isso, vamos ao que interessa, os três melhores filme de 2017:

Medalha de Ouro: Arábia (João Dumas e Affonso Uchoa)

Emocionante. Não há outro adjetivo para definir Arábia. Na trama, André (Murilo Caliari) é um adolescente meio abandonado pelos pais que vive na Vila Operária de Ouro Preto, próximo a uma fábrica de alumínio. Um dia, ele encontra o diário de Cristiano (Aristides de Souza), um operário que sofre um acidente. Numa decisão ousada, os diretores transformam o longa, que aparentemente era sobre André, em um road movie que narra as andanças de Cristiano pelo interior do Brasil, pulando de emprego em emprego, sem rima ou significado, até parar na cidade mineira em que se machucou gravemente. O filme tem uma beleza lírica em sua simplicidade, uma reverência pelas pequenas coisas da vida como andar de bicicleta ou se apaixonar rapidamente e já sonhar em ter um filho. Mas o que mais comove e choca é a epifania existencialista que Cristiano passa no desfecho, que questiona o sentido da vida do trabalhador no país dos patrões. É um dos filmes mais melancólicos e poéticos que já vi. Nunca panfletário, sempre pungente.

Onde assistir: no Canal Brasil e no Now

Medalha de Prata: Trama Fantasma (Paul Thomas Anderson)

É o seguinte: um estilista de alta costura, Reynolds Woodcook (Daniel Day Lewis), já meio decadente, mantêm um alto nível de exigência no seu trabalho e encontra uma nova musa, Alma (Vicky Krieps). Ele gosta de usá-la como modelo e acompanhante, mas ela não quer ser apenas mais uma na sua longa lista de beldades.

No seu canto do cisne no cinema, Day Lewis adicionou mais um personagem extraordinário à sua galeria de personagens extraordinários. Um homem cuja frustração por qualquer forma de interrupção, por qualquer coisa ou alguém fora do lugar, provocou seu isolamento social e, paradoxalmente, o anseio incompreensível pelo calor da intimidade humana. A complexidade de Woodcock torna-se totalmente acessível aos cuidados do grande ator, a cada movimento, a cada silêncio. Sua Alma – a alma que primeiro ele escolhe, e depois é escolhido por ela – é interpretada provocativamente e com intensidade por Vicky Krieps. Ao final, o filme de PTA fica com você quando você desliga o play: os vestidos, a fotografia, a música. O rigor estético do diretor de Sangue Negro está todo a serviço da história mais elegante e de bom gosto de 2017.

Onde assitir: torrent nos sites de torrent e legendas no legendas.tv

Medalha de Bronze: Me Chame Pelo Seu Nome (Luca Guadagnino)

me chame pelo seu nome

É o tipo de filme que você termina com um nó na garganta e um aperto no peito. Não é um filme triste. Não é um filme pretensioso. É puramente a paixão de Elio por Oliver. E de Oliver por Elio. Simples assim. Uma história sem conflitos, por que é unicamente sobre descobertas, ao mesmo tempo da sexualidade e de um sentimento de amor mais elevado.

Timothée Chalamet mostra a profundidade do desejo, do desespero e da paixão, merecendo a alcunha de garoto-prodígio. Sua última cena durante os créditos – chorando durante longos minutos, diante da lareira ao som da etérea Visions of Gideon – é um marco e já foi inclusive parodiada na nova série The Other Two. A paródia, como sabemos, é a melhor forma de homenagem. Armie Hammer humaniza seu Oliver, endeusado aos olhos de Elio. Ele é a estrela pela qual todos do filme orbitam e cumpre seu papel de um jeito carinhoso e sexy. Sem ele, o filme não seria nada.

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Menções Honrosas de 2017: Aos Teus Olhos; Gabriel e a montanha; Domando o Destino; Roda Gigante; O Formidável; Visages Vilages; Eu, Tonya; Sem Amor; The Post; Bingo; Sombras da Vida; Desobediência; Fé Corrompida; Em Pedaços; O Sacrifício do Cervo Sagrado; A Comédia dos Pecados; Projeto Flórida; Uma Mulher fantástica; A Forma da Água; Corra!; The Square; Okja; Artista do Desastre; Thor: Ragnarok; Logan; Coco; O Insulto; O Terceiro Assassinato; O Animal Cordial; O Bar.

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Categorias:Cinema, Críticas, Listas

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