Revendo Breaking  Bad (1ª Temporada): tão boa que causa câncer

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Esses dias cometi a besteira de rever o primeiro episódio de Breaking Bad na Netflix, daí já viu, do primeiro pro segundo foi um pulo, quando dei por mim estava maratonando mais uma vez a série. Agora pretendo rever tudo de novo e vou comentando aqui no site, um texto por temporada. Antes de mais nada…

Um Retrospecto

Primeiramente, é preciso entender por que Breaking Bad é tão importante para merecer ser revista, ou ser vista pela primeira vez. No mundo pós-Netflix, é dificil calcular a quantidade de séries que surgem mensalmente em cada canal de televisão e cada serviço de streaming de cada país do mundo. O resultado dessa produção em massa é a queda de qualidade nas produções, quando muitas vezes a falta de capricho é recompensada pelo sucesso dos algoritmos. Outra consequência grave é o FOMO (Fear Of Missing Out), o medo de ficar por fora, o desejo de estar sempre conectado para não ficar desatualizado. Mas isso é assunto pra outro texto.

A série criada por Vince Gillingan foi ao ar de 2008 ao 2013, originalmente no canal americano AMC, portanto, pegou o fim da televisão exclusivamente física e o início do boom  de programas onlines. Seu legado para cultura pop é incomensurável, de personagens carismáticos, cenas estupendas a bordões e frases (“”say my name”), a série atualmente já entrou para o rol do mundo nerd/geek. Entretanto, o maior legado que Breaking Bad deixou, analisando hoje seis após seu fim, parece estar sendo esquecido pelas produções de TV. Qual seria ele? BB fez cinema na televisão, simples. A direção rigorosa, a escolha do elenco, o texto originalisssimo, a fotografia milimetricamente pensada é coisa que ainda se vê pouco na televisão. Poderia citar Game of Thrones, da HBO, mas depois do copo de café esquecido em cena no último episódio fica dificil. Na Netflix, House of Cards resistiu por pouco tempo e Stranger Things não faz feio, mas existem outras quinhentas de que não se salva quase nada. Para se ter uma ideia, Gilligan declarou:

“Eu quero fazer o sincronismo de cor para cada um desses episódios em que você se senta com o colorista e certifica-se de que a cor de cada cena individual é exatamente da maneira que você queria.”

Enquanto a televisão não for assim como Gilligan descreveu, não a alçarei ao topo do pódio ao lado do cinema, continuará sendo a prima pobre, mas simpática. Com algumas exceçoes, é claro. Breaking Bad, por exemplo, está ali no lugar mais alto ao lado de O Poderoso Chefão e Scarface.

A 1ª Temporada (2008)

Não vou colocar a sinopse completa aqui, por que todos já devem conhecer. Basta dizer que é o começo da saga de um professor fracassado de química diagnosticado com câncer, Walter White, que começa a poduzir metanfetamina com intuito de ajudar financeiramente a família após sua provável morte – mas aos poucos começa a ganhar gosto pela coisa. Ele tem ajuda do seu ex-aluno, Jesse Pinkman, na produção da “química do mal”.

Havia me esquecido como é engraçada essa primeira temporada. Não é bem um drama, mas uma comédia de humor negro. Da mensagem de voz de Jesse (Yo yo yo. 148-3 to the 3 to the 6 to the 9, representing the ABQ, what up, biatch?! Leave it at the tone) ao teatro de Skyler, mulher de White, no shopping para não ser presa, todo drama parece ser aliviado pela comédia do absurdo, ao melhor estilo Irmãos Coen (Fargo). Não será assim pra sempre, como sabemos. Outra coisa que eu acho incrível é a qualidade do episódio piloto que resume tudo o que a série será.

Aliás, os dois primeiros episódios poderiam ser um longa-metragem com inicio, meio e fim, sem problema algum. Nos próximos textos, analisarei com profundidade (ui!), os principais temas da série, o desenvolvimento da história, a exatidão cientifica, as consequências morais que começam a se desenhar nessa temporada para Walter White e o anti-herói trágico Jesse Pinkman. Fiquem de olho!

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Categorias:Televisão

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