Você pode trocar o carnaval por essas 5 séries na Netflix

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Quem não gosta de carnaval não precisa se esconder em uma caverna durante os próximos dias, é só apertar o play na Netflix, que entre lançamentos originais ou não, tem sempre boas opções. Veja:

  1. Sex Education

Um garoto tímido e frígido monta uma clínica na escola para ajudar os colegas a resolver os seus problemas sexuais, logo após a escola ficar sabendo que ele é filho de uma famosa sexóloga. As angústias sexuais de seus colegas são constrangedoramente hilárias e bem reais para adolescentes que estão nessa fase de 16-17 anos. A série não esconde nada (nada mesmo), o que faz com que em certos momentos resvale no humor idiotizado dos filmes estilo American Pie, mas consegue sempre se sair com verve e graça, antes que caia na vulgaridadeO seu grande trunfo em relação ao típico besteirol é o desenvolvimento que mira nos meros problemas sexuais dos adolescentes e os interliga aos dramas típicos dessa fase da vida como gravidez indesejada e porn revenge. Não que a série, criada pela até então desconhecida Laurie Nunn, não tenha lá seus problemas, como o clichê do agressor machão que no fundo é um enrustido ou a vida amorosa da mãe sexóloga, mas o ótimo elenco e as gargalhadas fazem de Sex Education um ótimo programa. Crítica completa aqui.

2. American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace

American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace (2018), de Ryan Murphy (Glee), poderia ser mais viciante, não fosse algumas escolhas ousadas de montagem que quebram o ritmo. Conta a história de Andrew Cunanan (Darren Criss), o assassino do estilista Gianni Versace (Edgar Ramirez), que o matou a tiros na porta de sua majestosa mansão em Miami, em 1997.  Excetuando o último episódio que precisa colocar os pingos nos is, a história é contada de trás para frente: da sua ligação com as vítimas até a infância conturbada. É uma escolha compreensível para impedir que a minissérie caísse na monótona cronologia temporal, com inicio, meio e fim. Por outro lado, tira um pouco o impacto, visto que personagens que já haviam morrido em episódios anteriores reaparecem vivos no episódio seguinte, e as ações que eles fazem não despertam tanto interesse por que já sabemos o que vai acontecer. É cheia de excessos, mas é também de deixar um nó na garganta. Crítica completa aqui.

3. Elite

Desconsiderando que os protagonistas têm 16 anos, cara de 20 e poucos e maturidade sexual de 40 e tantos – exceto por uma personagem, que transou duas vezes, em uma contraiu HIV e na outra engravidou – dá pra se divertir bastante com Elite, nova série adolescente para maiores de 18 anos da Netflix. O suspense gira em torno da morte misteriosa de Marina (María Pedraza), uma das alunas mais inteligentes do colégio Las Encinas, freqüentado pelos filhos da elite espanhola.  Todos são suspeitos, incluindo Samuel (Itzan Escamilla), Nadia (Mina El Hammani) e Christian (Miguel Herran), que após a destruição da escola pública onde estudavam são enviados para Las Encinas e entrarão em um conflito de classes com os jovens ricos. Crítica completa aqui.

4. The Staircase

1) Não há gênero de cinema mais instigante do que o “filme de tribunal”. 2) Não há nada mais inacreditável que a própria realidade. A Netflix parece ter percebido isso e está oferecendo obras que unem essas duas constatações no formato de documentários de tribunais. Assim como o excelente Making a Murderer, é impossível desgrudar os olhos de The Staircase, mesmo com seus longos 13 episódios. O caso é o seguinte: em 09 de dezembro de 2001, o telefone da polícia de Durham, Carolina do Norte, recebeu a chamada do jornalista e escritor Michael Peterson dizendo que sua esposa, Kathleen, caíra das escadas. Quando a polícia e a equipe médica chegam ao local, cinco minutos depois, era tarde demais e a vítima estava morta. A quantidade de sangue ao redor do corpo era assustadora. Para os investigadores, os fatos falavam por si: não se tratava de um acidente. Uma semana depois, o marido é preso e, posteriormente, julgado. O tempo vai passando, porém, continua a não haver certezas acerca do veredicto, e os depoimentoconflitantes das testemunhas reabrem o caso.

O mais interessante de The Staircase é que é uma obra que ultrapassa a pergunta básica do gênero: “o personagem em foco, no caso Michael Peterson, é culpado ou inocente?” e propõe uma outra mais urgente ainda: “até que ponto podemos confiar nos sistemas judiciários? Eles são justos mesmos?”. Nesse sentido, o documentário de Jean-Xavier Lestrade é certeiro. Ao final, o espectador pode até ter uma resposta que absolva ou condena Michael Peterson, mas não pode negar a dúvida razoável. Mais além, vai passar a se questionar se em casos de tribunais como esse, a tecnocracia não estaria determinando em excesso o resultado do júri em detrimento da condição humana dos envolvidos no caso, tanto dos lados de defesa e acusação, como dos júris. Cada um tem seu veredicto, mas como a série deixa bem claro, nunca haverá um vencedor.

5. The Final Table

Para quem, assim como eu, está sentido um vazio nas noites de terça-feira sem o MasterChef na Band, recomendo um remédio paliativo: The Final Table¸ reality culinário da Netflix que estreou em novembro passado. É um MasterChef Pofissionais turbinado com chefs do mundo todo, incluindo um brasileiro entre os participantes, e um episódio todo dedicado ao nosso país com a participação da chef Helena Rizzo. A final é disputada entre os homens brancos caucasianos de países desenvolvidos, o que é decepcionante assim como as finais de MasterChef, mas mesmo assim vou assistir todas as novas temporadas que surgirem, por que programas culinários são irresistíveis ao meus olhos e ouvidos e a minha humanidade.

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Categorias:Listas, Televisão

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