Ranking: melhor curta-metragem de animação do Oscar 2019

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que outorga os Oscars, define curta-metragem como “nada  acima de 40 minutos, incluso os créditos”. Neste ano, a categoria de melhor curta-metragem de animação deixou a desejar: há dois filmes bons (Bao e Fins de Semana) e três bem fracos (O Primeiro Passo, Comportamento Animal e Fim de Tarde). Contudo, há coesão entre os escolhidos, todos tratam direta ou indiretamente do mesmo tema: a memória. Alguns já estão disponíveis para assistir no YouTube.  Abaixo deixo minhas impressões ordenadas pelos que acho que mais merecem os prêmios para os que menos acho que merecem:

  1. Bao (de Domee Shi)

bao

O curta do ano da Pixar, exibido antes de Os Incríveis 2, é o mais curto e mais complexo também. Trata-se basicamente da história de uma mulher já de certa idade que se torna mãe de um bao (uma espécie de pão chinês cozido no vapor) e enfrenta o inevitável ciclo da relação mãe/filho, com o crescimento, o distanciamento, o rompimento e o perdão. Spoilers: muito gente ficou perdida, mas o bao é uma metáfora para o filho de verdade da mulher superprotetora e solitária. Quando ele vai embora, ela se nega a aceitar e literalmente o “engole” para permanecer com ele para sempre dentro de si.

  1. Fins de Semana (Weekends, de Trevor Jimenez)

fins

Um menino vive se deslocando entre as casas de seus pais recém-divorciados, que são amorosos, mas dependendo da situação, os tratam com mais ou menos atenção. Nesses momentos, em que é colocado de escanteio – principalmente quando os pais arrumam novos parceiros – o menino se refugia na imaginação. É tudo muito onírico, surreal, silencioso (ninguém fala no filme) e de uma beleza feia.  Pelo tema e o estilo me lembrou o sensacional filme de animação brasileiro O Menino e o Mundo.

  1. Fim de Tarde (Late Afternoon, de Louise Bagnall)

Late Afternoon

Uma mulher idosa, refém de suas memórias, vive entre o presente e o passado, quando algum objeto a envolve em recordações. Logo, percebe-se que a senhora em questão sofre de Alzheimer. Os traços são muito bonitos, mas a história é uma isca que quer fazer você chorar o tempo todo. Assistam Para Sempre Alice.

  1. Comportamento Animal (Animal Behaviour, de Alison Snowden e David Fine)

comportamento animal

A idéia de um grupo de apoio animal com os bichinhos representando dores tão humanas como depressão, raiva e ansiedade é bem bacana, mas foi mal executada, especialmente por que os diretores não sabem muito bem se estão narrando um conto metafórico sobre nossa triste condição ou a velha fábula antropomórfica dos desenhos animados. Sobra uma risada ou outra e a sensação de que poderia ser bem melhor.

  1. Um Pequeno Passo (One Small Step, de Andrew Chesworth e Bobby Pontillas)

um pequeno passo

Mas é um filme ou comercial da NASA? Conta a história inspiracional de superação de uma garotinha criada pelo avô sapateiro que sonha em ser astronauta. Ao final, você pensa: “que bonitinho” e, em seguida: “tá, mas e daí?”. Assistam O Primeiro Homem.

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Categorias:Cinema, Críticas, Listas

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