Revendo “As Vantagens de Ser Invisível”

vantagens-thumb-956x500-149724

As vantagens de ser invisível é um filme emocionante. Drogas, amizade, primeiro amor, família, sexo, escola, doença, rejeição… Todos os temas pertinentes a outros zilhões de filmes e programas de TV para adolescentes estão presentes. O que o diferencia, então, de um capítulo de Malhação? Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que se trata da história de Charlie (Logan Lerman), de 15 anos, um estranho e ingênuo outsider, lidando com o primeiro amor, o suicídio de seu melhor amigo e sua própria doença mental, enquanto luta para encontrar um grupo de pessoas com quem possa se identificar. O calouro introvertido é acolhido por dois veteranos, Sam (Emma Watson, no primeiro grande papel pós Harry Potter) e Patrick (Ezra Miller), e seu grupo de amigos e pela primeira vez na vida consegue enxergar alguma beleza no mundo.

Bom, qualquer filme que tenha The Smiths na trilha sonora já sobe inconscientemente no meu conceito assim como também adorei a reconstituição dos anos 1990 por ser tão cool e tão imperceptível.  Entretanto, gosto muito desse filme porque Stephen Chbosky – que além de ter adaptado o próprio livro, é produtor e diretor do longa – olha para seus personagens livre de qualquer julgamento, de qualquer preconceito.  Chbosky, tal qual um voyeur, entende que adolescentes são adolescentes e se limita a observá-los, conferindo ao longa uma profundidade insuspeitável, um respeito admirável pelos jovens que registra.

cAwwKiSqFTtXjA5osuBIKWp8dML-vert

Há semelhanças do filme com Conta Comigo.

Apesar de recriar alguns trechos do trash Rocky Horror Picture Show (1975), em vários momentos, o filme me lembrou outro clássico: Conta Comigo (1986). Tanto o Charlie (Logan Lerman) de As vantagens como o Gordie (interpretado por Wil Wheaton) de Conta Comigo são dois jovens que carregam consigo traumas muito maiores que a sua idade e a sua insegurança conseguem suportar. Os dois filmes são essencialmente sobre o poder amizade e a dor do crescimento. E principalmente, ao termino dos dois filmes resta ao espectador uma melancolia estranha, uma saudade do que não se viveu. Não há o que explicar: certos filmes simplesmente nos cativam e com o tempo se tornam velhos amigos que moram longe e você visita religiosamente uma ou duas vezes por ano.

Nota: 9,5/10

Trailer:

 

Anúncios


Categorias:Cinema, Críticas

Tags:, , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: