5 filmes para guardar em um potinho (e mais 5 em uma urna funerária)

Primeiro, cinco filmes fofos que você termina de assistir em estado de graça e dá vontade de guardar num potinho (por razões óbvias, deixei de lado as animações):

  1. O caminho para Casa (Yimon Zhang, 1999)

O filho retorna à cidade da infância para o enterro do pai, enquanto a história de amor cheia de ingenuidade deles é revelada em flashbacks. Cheio de simbolismos, nos faz marejar os olhos até mesmo quando simples bolinhos de cogumelo caem no chão, mas no final tudo acaba bem.

  1. O pequeno Nicolau (Laurent Tirard, 2009)

Já assisti mil vezes e li um dos livros. O filme capta como nenhum outro a inocência e as travessuras da infância, quando o pequeno Nicolau entra em desespero, veja só, por que descobre que vai ganhar uma irmãozinho. É hilário, sem ser infantilóide, do início ao fim.

  1. Validação (Kurt Kuene, 2007)

Este curta conta a história de um cara que trabalha como validador de tickets de estacionamento e sempre identifica as melhores qualidades nos seus clientes, literalmente transformando a vida deles, até o dia em que uma fotógrafa muito séria cruza seu caminho…

  1. Do mundo nada se leva (Frank Capra, 1938)

Podia ser qualquer filme do Capra, o cineasta mais otimista de todos os tempos, mas escolhi esse vencedor do Oscar de 1939 por causa da cena final, embalada pelo som dos instrumentos musicais que nos fazem acreditar em união e irmandade.

  1. Onde fica a casa do meu amigo? (Abbas Kiarostami, 1987)

O primeiro longa-metragem de Kiarostami é simples como uma amizade infantil. Um garoto percebe que pegou o caderno do seu amigo por engano e para que o garoto não leve advertência, ele fará de tudo para devolvê-lo, mesmo com todos os adultos tentando impedi-lo. A cena final é a coisa mais linda.

Agora, cinco filmes que não oferecem nenhuma luz no fim do túnel, para guardar em uma urna funerária com nossas cinzas depois de assisti-los:

  1. Amores Brutos (Alejandro G. Iñarritu, 2000)

O primeiro e até hoje melhor filme de Iñarritu. A história de três personagens que tem sua vida modificada (ou destruída) após um acidente. O final em tons negros dá uma desesperança.

  1. Irreversível (Gaspar Noé, 2003)

Muita gente diz que a violência do filme é gratuita, mas o acho genial. A cena de estupro de Monica Belluci de quase 10 minutos é revoltante, nojenta e torturante. A montagem de trás para frente é perfeita por que mostra o caminho inverso da infelicidade para a felicidade e nos entristece por que captura aqueles momentos agridoces que mostram que a vida nunca mais será a mesma.

  1. Festa de Família (Thomas Vinteberg, 1998)

Desculpa, Lars Von Trier, mas esse é o melhor filme do Dogma 95. Na história, o aniversário de 60 anos do matriarca de uma família é abalado com uma revelação perturbadora sobre o pai. Um espiral de loucura toma conta da família, que lutará insanamente para manter as aparências.

  1. O homem elefante (David Lynch, 1980)

Saber que a história de Joseph Merrick é real, desola a gente. A cena em que ele precisa explicar (!) que é um ser humano, não um monstro, é marcante.

  1. Sem amor (Andrey Zvyagintsev, 2017)

Mais frio que as paisagens russas, são os corações dos pais que, em processo de divórcio, devem se unir para encontrar o filho, que desapareceu enquanto estavam distraídos numa discussão. Há nesta sequência, um plano que mostra o menino chorando atrás da porta capaz de tirar lágrimas de pedra.

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Categorias:Cinema, Listas

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