“Hot Summer Nights” e a tentativa de ser cool

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Curtindo a Vida Adoidado, Blade Runner e Drive são o ápice do cool: filmes em que tudo é excêntrico, descolado ou transgressor, e que deixaram seu legado, tornando-se ícones para comportamentos e estilos.

Tentado entrar nesse clube foi lançado este ano Hot Summer Nights, estrelado por Timothée Chalamet, de Me Chame Pelo Seu Nome, com um grande apelo nostálgico para o início dos anos 90, na fotografia, trilha sonora e figurinos. Ao contrário, porém, dos clássicos acima, o filme fica só na tentativa de ser tornar um ícone.

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A história se passa no verão de 1991. O introspectivo Daniel (Chalamet) ainda está sofrendo pela morte do pai, quando é forçado pela mãe a passar as férias em Cabo Cod, cidadezinha litorânea de Massachusetts. Lá, ele faz amizade com Hunter Strawberry (Alex Roe), o cara mais fodão da cidade e se apaixona por McKayla (Maika Monroe), a garota mais linda do local, que calha de ser a irmã de Hunter. Abruptamente, sem grande trato de roteiro, de garoto solitário, Daniel se torna parceiro de Hunter na venda de drogas e descobre um “talento natural” para ser traficante, enquanto tenta esconder a paixão pela irmã do ciumento amigo.

E dá-lhe trilha sonora com clássicos pop dos anos 90 (tá certo, essa vale a pena até baixar depois), frases de efeitos e fotografia fosca de Instagram, entrecortadas por uma narração desnecessária e irritante. Mas o grande problema é a montagem do filme completamente problemática, que faz com que no terceiro ato, você vá perdendo um pouco do interesse pelos personagens – um problemão em uma trama em que é essencial apego emocional para que o final tenha o efeito trágico que deseja causar.

Como saldo positivo fica a atuação do desconhecido Alex Roe como Hunter Strawberry, num estilo de garoto descolado e problemático que emula James Dean, ao contrário de Timothée, tão cativante em Me Chame, mas que aqui está longe de convencer como traficante.

Trailer:

 

 

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Categorias:Cinema, Críticas

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